Malvino Salvador, Edson e Enzo Celulari, Murilo Rosa, Marcio Garcia. A abertura da segunda loja de Ricardo Almeida no Rio no Village Mall teve todos esses rapazes. Medo da concorrência das grifes estrangeiras? "Para mim é ótimo, porque a presença delas faz com que as pessoas entendam melhor o mundo da moda", diz Ricardo, que fala aqui do novo casual, das tendências para o verão, da paixão por carros, do empresário na atual conjuntura brasileira e de pingue-pongue.

Eu conheci e entrevistei Philip Treacy, autor dos chapéus mais cenográficos do mundo da moda em 2000 em São Paulo. Na mesma época, durante uma semana de moda, conheci também a editora de moda Isabella Blow, que não ia a um evento sem usar as criações de Treacy. Misteriosa, rosto semicoberto, ela me disse que gostava dos chapéus por timidez. Philip está abrindo seu coração num livro, editado pela Rizzolli, em que fala do seu processo criativo e da amizade com McQueen e com Isabella. Escrito com Marion Hume, "Philip Treacy: Hat Designer" tem mais de 250 imagens em cor e preto e branco. 

Na nova loja de Bianca Gibbon do Shoppping da Gávea, um sofá Chesterfield convida a cliente a ir além do consumo. "As pessoas vivem hoje de maneira muito rápida. Por isso o sofá", explica Bianca, que há oito anos vem criando uma feminilidade colorida, fluida e sensual em suas coleções. Num vestido de renda azul, sua cor preferida, Bianca personifica o estilo da marca, que só vem crescendo nos últimos anos. O presente de fim de ano para as clientes é uma linha cápsula de festa, "Party Time", com vestidos de tirar o fôlego. 

Uma estrela que aprendeu a trabalhar como operária. Assim Marilia Pera se definiu numa entrevista que fiz com ela para o jornal O Globo em 2005 ao estrear "Marilia Pêra canta Carmen Miranda". O encontro me deixou nervosa. Marília era um ícone para mim. Eu a acompanhava da novela "A moreninha" (1965) a peças como "Doce deleite" (1981), "Mademoiselle Chanel" (2004) ou "Apareceu a Margarida" (1978), de Roberto Athayde. Sem falar em filmes como "Bar Esperança" (1983) e "Pixote, a lei do mais fraco" (1980). Nesse dia procurei, na medida do possível, tratá-la como uma diva.

As investigações dos atentados da trágica sexta-feira, 13 de novembro, em Paris, revelaram uma Bélgica no centro da rede jihadista, mais precisamente no popular bairro de Molenbeek-Saint-Jean, com uma grande população islâmica. No domingo, 3 de dezembro, mais dois suspeitos foram presos, Samir Z, um francês, de 20 anos, e Pierre N, cidadão belga de 28 anos, ambos moradores de Molenbeek. Vivendo entre Paris e Bruxelas, a fotógrafa e jornalista Marina Sprogis conta como a população está reagindo à ameaça do terror.

De 1971 a 1975 Chico Mascarenhas trabalhou como fotógrafo da revista Manchete em Paris. As imagens viraram a exposição, "Por acaso" no Studio 512, com curadoria de Milton Guran. De Nikon ou Leica em punho, ele fotografou a Revolução dos Cravos em 1974 em Portugal, fez um roteiro em Corleone, Palermo, por causa do filme "O poderoso Chefão", de Coppola, fotografou Sartre, as manifestações que aconteceram depois de 1968 em Paris. "A fotografia tem muito do acaso, de você estar ali na hora e conseguir fazer uma foto que nem sonhava em fazer".

Assine a Newsletter!

 
amandas_heloisa_marra5.png