Uma estrela que aprendeu a trabalhar como operária. Assim Marilia Pera se definiu numa entrevista que fiz com ela para o jornal O Globo em 2005 ao estrear "Marilia Pêra canta Carmen Miranda". O encontro me deixou nervosa. Marília era um ícone para mim. Eu a acompanhava da novela "A moreninha" (1965) a peças como "Doce deleite" (1981), "Mademoiselle Chanel" (2004) ou "Apareceu a Margarida" (1978), de Roberto Athayde. Sem falar em filmes como "Bar Esperança" (1983) e "Pixote, a lei do mais fraco" (1980). Nesse dia procurei, na medida do possível, tratá-la como uma diva.

As investigações dos atentados da trágica sexta-feira, 13 de novembro, em Paris, revelaram uma Bélgica no centro da rede jihadista, mais precisamente no popular bairro de Molenbeek-Saint-Jean, com uma grande população islâmica. No domingo, 3 de dezembro, mais dois suspeitos foram presos, Samir Z, um francês, de 20 anos, e Pierre N, cidadão belga de 28 anos, ambos moradores de Molenbeek. Vivendo entre Paris e Bruxelas, a fotógrafa e jornalista Marina Sprogis conta como a população está reagindo à ameaça do terror.

De 1971 a 1975 Chico Mascarenhas trabalhou como fotógrafo da revista Manchete em Paris. As imagens viraram a exposição, "Por acaso" no Studio 512, com curadoria de Milton Guran. De Nikon ou Leica em punho, ele fotografou a Revolução dos Cravos em 1974 em Portugal, fez um roteiro em Corleone, Palermo, por causa do filme "O poderoso Chefão", de Coppola, fotografou Sartre, as manifestações que aconteceram depois de 1968 em Paris. "A fotografia tem muito do acaso, de você estar ali na hora e conseguir fazer uma foto que nem sonhava em fazer".

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