No inverno 2016 o jogo da sedução é sutil equilibrando vestidos longos com fendas e transparências e apostando no genderless (ausência de gênero). Substitua androginia por genderless, uma roupa sem sexo, porque, segundo Ronaldo Fraga, já passou da hora de discutirmos o gênero. No desfile do estilista, um casal trocou de roupa em cena, ela vestindo a dele e ele vestindo a dela.

O vestido tem roubado a cena dos desfiles. Do modelo camisola de Herchcovitch ao look bordado ou estampado por azulejos portugueses em Reinaldo Lourenço, do gráfico na Gig ao jean coutures de Vitorino Campos, há um modelo ideal para cada mulher. O longo predomina sem excluir os curtos. Monástico, comportado, transparente, quase descarado em fendas, ele veste seu lado santa ou demônia. 

Ronaldo Fraga mapeou o coração para falar de amor. Lago dos momentos felizes, arquipélago da ingratidão, oceano da afeição, "em tempos de guerra, falar de amor é um ato de subversão e resistência", escreveu o estilista em seu release. Os desenhos do seu "Caderno de roupas, memórias e croquis" ganharam vida na animação da boca de cena colorindo o cenário de camas desfeitas na passarela. Inesquecível e arrebatador.

Uma história de boudoir sobre amor e perda, perversão, sexo e poder. Foi o título da coleção de Alexandre Herchcovitch, que abriu, na Prefeitura de São Paulo,a São Paulo Fashion Week de inverno com um desfile cheio de fetiches. Até o dia 23, no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, a semana, que comemora 20 anos, lança as novidades para o inverno 2016.

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