Acabei de assistir ao documentário “Franca, Caos & Criação” sobre a editora da “Vogue Itália” Franca Sozzani, dirigido pelo filho, Francesco Carrozzini. Adorei as respostas de Franca, que em seus 26 anos na Vogue soube usar a moda para falar de tudo, de violência doméstica, de sonho, da destruição da natureza pelo homem, da beleza e da leveza.

Ser carioca é antes de tudo um estilo de vida que encanta visitantes e dá orgulho aos seus moradores. Tem carioca da gema, aquele que nasceu no Rio, e tem o carioca que adotou a cidade com tal paixão que parece até mais carioca que os próprios nativos. O vestido longo da Alessa, no maior clima bohochic, é escolha certa de nove entre dez garotas cariocas de todas as idades.

É sempre bom ficar atento na hora de consumir. Avaliar a relação custo e benefício ou se realmente você precisa daquela peça ou objeto. Em caso positivo, procure saber mais detalhes: tecido, acabamento, informações sobre a coleção. 

O verão vem chegando com o perfume quente dos lírios trazendo desejos refrescantes. É a temporada das ruas cheias e ensolaradas, do anoitecer tardio, dos mergulhos no mar, do sorvete num fim de tarde. Época de lançamentos, estreias, encontros. Hora de florescer e enfeitar a casa com os lírios da Gávea Flores.

Flame, flamejante, chama ensolarada. O laranja energiza o verão, que já desafia a elegância. Como sobreviver com estilo em temperaturas altíssimas? Quando pequena ficava impressionada com uma amiga da minha mãe sempre impecável em camisas de seda. "Ela aprendeu a não suar na Socila (escola pioneira em etiqueta feminina criada nos anos 50)", comentavam. A primeira dica da nossa etiqueta pós-pós-Socila é o vestido coquetel da FIB.

Nada se cria, tudo se transforma. Quem não conhece esta premissa? Tem gente que discorda, afinal novidades estão sempre surgindo no mercado. Há quem concorde e com olhar atento aprecia a cara nova dos clássicos. O que falar do quimono? Vestimenta tradicional do Japão, que há séculos já conquistou o Ocidente, ganhou versão moderna da Wasabi com mangas mais curtas, nó e estampa assinada pela artista plástica Talitha Rossi.

Luxo. Uma palavra com mil significados. Para algumas tribos da América do Norte, luxo total era o Potlatch, quando um cacique se despojava de todas as suas riquezas oferecendo-as a outra tribo. Quanto mais ele oferecia mais prestígio conseguia.

O consumo pode revelar quem você é. O objeto que enche os olhos e faz o coração bater pela emoção da compra está intimamente ligado à vontade de passar uma mensagem. Dizem que a maneira como nos vestimos e nossos hábitos são uma forma de dizer ao mundo quem somos. Quem usa um pingente de talheres em ouro da Lafry no pescoço? Pode ser um amante da boa mesa ou uma chef que adorar celebrar com amigos em torno de bons pratos.

Ele está lá, escondido. De repente, do nada, toma forma numa ideia que passa a fazer malabarismos na sua cabeça. É despertado por uma sensação, um toque, um perfume, um som ou uma visão. Torna-se verdadeira obsessão, posse, impulso de compra. No ranking dos fetichistas, a sandália Hackamore certamente ocupa lugar de honra.

O primeiro deles eu descobri navegando no Facebook em busca da autora desse charmoso retrato da heroína bordado em ponto de cruz. Qual não foi minha surpresa quando, diretamente de Belo Horizonte, surgiu Carolina Daher com seus super poderes nas artes manuais.

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