Maldita a hora que baixei este aplicativo Bisoux. Virou tentação, dependência, referência. Agora, sempre que preciso comprar um presente e até ir ao cabelereiro corro para o Bisoux. Num momento em que todo mundo fala de consumo inteligente, é lá que encontro qualidade, estilo e desconto. Com muitas vantagens: além de descontos em produtos interessantes, ganho pontos que não expiram.

Acabei de assistir ao documentário “Franca, Caos & Criação” sobre a editora da “Vogue Itália” Franca Sozzani, dirigido pelo filho, Francesco Carrozzini. Adorei as respostas de Franca, que em seus 26 anos na Vogue soube usar a moda para falar de tudo, de violência doméstica, de sonho, da destruição da natureza pelo homem, da beleza e da leveza.

Na onda vintage do momento, borogodó é uma palavra que deixa qualquer outra no chinelo. Não tem trendy, fashion, mitou ou lacrou que tire o borogodó do borogodó. Se você não consegue definir a beleza, o charme e o estilo de algo ou alguém, basta dizer que tem borogodó. E é isso que o borogodó tem de interessante, democrático e subjetivo. Não é uma unanimidade mas algo muito pessoal e intransferível, sem obedecer a qualquer padrão.

Luxo. Uma palavra com mil significados. Para algumas tribos da América do Norte, luxo total era o Potlatch, quando um cacique se despojava de todas as suas riquezas oferecendo-as a outra tribo. Quanto mais ele oferecia mais prestígio conseguia.

Flat, a palavra tomou conta do nosso jeito de andar. Planas, rasteiras, as flats dão aos pés uma segurança incrível nesse mundo cheio de armadilhas, que vão dos buracos nas calçadas a golpe de tudo quanto é tipo. As flats fazem você seguir o conselho de Dona Ivone Lara e pisar nesse chão devagarinho.

Ele está lá, escondido. De repente, do nada, toma forma numa ideia que passa a fazer malabarismos na sua cabeça. É despertado por uma sensação, um toque, um perfume, um som ou uma visão. Torna-se verdadeira obsessão, posse, impulso de compra. No ranking dos fetichistas, a sandália Hackamore certamente ocupa lugar de honra.

Meditação, oração, despacho na encruzilhada, medalha milagrosa, fé. Coachers, gurus e místicos, que me perdoem mas não tem nada mais poderoso do que um belo anel no dedo indicador. Da madrasta da Branca de Neve a Angelina Jolie (nossa eterna Malévola), não há feitiço, mal olhado e quebranto que resista ao elegante e voluntarioso dedinho.

O verão vem chegando com o perfume quente dos lírios trazendo desejos refrescantes. É a temporada das ruas cheias e ensolaradas, do anoitecer tardio, dos mergulhos no mar, do sorvete num fim de tarde. Época de lançamentos, estreias, encontros. Hora de florescer e enfeitar a casa com os lírios da Gávea Flores.

Não é complexo de Peter Pan, mas quando crescemos esquecemos de brincar. Quem não leu as histórias de Alceia e Memeia sentindo o sabor da torta de amoras colhidas na floresta? Pela nova ortografia, os nomes perderam os acentos mas a dupla continua a mesma. Os sapatinhos da Minnie são uma graça mas sempre sonhei com aqueles da Dorothy em “O Mágico de Oz”. Brincar é preciso, assim como navegar e sonhar.

O primeiro deles eu descobri navegando no Facebook em busca da autora desse charmoso retrato da heroína bordado em ponto de cruz. Qual não foi minha surpresa quando, diretamente de Belo Horizonte, surgiu Carolina Daher com seus super poderes nas artes manuais.

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