A imagem de um vinil rodando na vitrola traz boas lembranças de tempos dançantes. Recordações gostosas, dizem os neurocientistas, melhoram nossas sinapses turbinando os neurônios para o que der e vier. Por isso feche um pouco os olhos e deixe a mente viajar por histórias memoráveis nesse momento retrô de fim de ano. Mais do que dar presentes, o momento é de se fazer presente, parceiro, amigo.

Não é complexo de Peter Pan, mas quando crescemos esquecemos de brincar. Quem não leu as histórias de Alceia e Memeia sentindo o sabor da torta de amoras colhidas na floresta? Pela nova ortografia, os nomes perderam os acentos mas a dupla continua a mesma. Os sapatinhos da Minnie são uma graça mas sempre sonhei com aqueles da Dorothy em “O Mágico de Oz”. Brincar é preciso, assim como navegar e sonhar.

Maldita a hora que baixei este aplicativo Bisoux. Virou tentação, dependência, referência. Agora, sempre que preciso comprar um presente e até ir ao cabelereiro corro para o Bisoux. Num momento em que todo mundo fala de consumo inteligente, é lá que encontro qualidade, estilo e desconto. Com muitas vantagens: além de descontos em produtos interessantes, ganho pontos que não expiram.

Acabei de assistir ao documentário “Franca, Caos & Criação” sobre a editora da “Vogue Itália” Franca Sozzani, dirigido pelo filho, Francesco Carrozzini. Adorei as respostas de Franca, que em seus 26 anos na Vogue soube usar a moda para falar de tudo, de violência doméstica, de sonho, da destruição da natureza pelo homem, da beleza e da leveza.

Na onda vintage do momento, borogodó é uma palavra que deixa qualquer outra no chinelo. Não tem trendy, fashion, mitou ou lacrou que tire o borogodó do borogodó. Se você não consegue definir a beleza, o charme e o estilo de algo ou alguém, basta dizer que tem borogodó. E é isso que o borogodó tem de interessante, democrático e subjetivo. Não é uma unanimidade mas algo muito pessoal e intransferível, sem obedecer a qualquer padrão.

Luxo. Uma palavra com mil significados. Para algumas tribos da América do Norte, luxo total era o Potlatch, quando um cacique se despojava de todas as suas riquezas oferecendo-as a outra tribo. Quanto mais ele oferecia mais prestígio conseguia.

Flat, a palavra tomou conta do nosso jeito de andar. Planas, rasteiras, as flats dão aos pés uma segurança incrível nesse mundo cheio de armadilhas, que vão dos buracos nas calçadas a golpe de tudo quanto é tipo. As flats fazem você seguir o conselho de Dona Ivone Lara e pisar nesse chão devagarinho.

Ele está lá, escondido. De repente, do nada, toma forma numa ideia que passa a fazer malabarismos na sua cabeça. É despertado por uma sensação, um toque, um perfume, um som ou uma visão. Torna-se verdadeira obsessão, posse, impulso de compra. No ranking dos fetichistas, a sandália Hackamore certamente ocupa lugar de honra.

Meditação, oração, despacho na encruzilhada, medalha milagrosa, fé. Coachers, gurus e místicos, que me perdoem mas não tem nada mais poderoso do que um belo anel no dedo indicador. Da madrasta da Branca de Neve a Angelina Jolie (nossa eterna Malévola), não há feitiço, mal olhado e quebranto que resista ao elegante e voluntarioso dedinho.

O verão vem chegando com o perfume quente dos lírios trazendo desejos refrescantes. É a temporada das ruas cheias e ensolaradas, do anoitecer tardio, dos mergulhos no mar, do sorvete num fim de tarde. Época de lançamentos, estreias, encontros. Hora de florescer e enfeitar a casa com os lírios da Gávea Flores.

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