guerra dos sexos

 

Limpeza, despojamento e glamour. É com este trio poderoso que a figurinista Marília Carneiro define o estilo dos personagens de "Guerra dos Sexos", remake de Silvio de Abreu que entra no ar dia 1° de outubro, substituindo a novela das sete, "Cheias de Charme". “É um figurino sem excessos, um classicão! Acho que vai ser bom para dar uma respirada, já que as últimas novelas têm muitos elementos pop em seus figurinos”, conta Marília. A ideia de apenas realçar a beleza de cada ator partiu das referências das comédias cinematográficas dos anos 40, presentes no texto de Silvio de Abreu. “A década de 40 é imbatível em termos de glamour”, afirma Marília. Conheça as referências e inspirações de Marília.

Charlô (Irene Ravache), a mais barroca das mulheres da trama, exigiu que a equipe vasculhasse antiquários e feiras de antiguidades para reunir joias fora do padrão. “Por viajar bastante, Charlô compra muitas peças fora do Brasil. Traz como lembrança e incorpora ao seu excêntrico estilo”, explica Marília. Charlô é politicamente incorreta, assim como as peles e plumas que completam seu guarda-roupa. Ela usa muitos turbantes, numa referência a Gloria Swanson, do filme “Crepúsculo dos Deuses”. De acordo com a figurinista, vestidos e saias quase não fazem parte do figurino da personagem, já que dificultam o constante movimento dessa dinâmica protagonista.

Visual de Personagem de Mariana Ximenes se inspira em Caroline de Monaco

A neta de Charlô, Juliana (Mariana Ximenes), é o oposto da avó. Saias e vestidos bem marcados destacam o corpo esguio e a beleza da personagem. “Ela é uma herdeira comportada e elegante”, diz Marília. Para a executiva, que trabalha de dia e tem vida social à noite, peças que se complementam são prioridade. “O armário da Juliana é o sonho de consumo de toda mulher. São peças variadas, muito elegantes, de grife e pouco acessíveis, mas que deixam qualquer uma deslumbrante, sem exageros”, conta Marilia, que se inspirou no estilo de Caroline de Mônaco para compor o visual da personagem. No entanto, Marília alerta que Juliana não é uma patricinha paulistana. Ao contrário, usa seu bom gosto para comprar peças certeiras. Muito feminina, abusará dos vestidos e deixará o jeans de lado. 

Irene Ravache e Mariana Ximenes como Charlô e Juliana

Gloria Pires como Roberta vai abusar do salto, do tailleur e do poder

Roberta Leone (Gloria Pires) é a personificação do poder. Para Marília, não há palavra que melhor defina o estilo da personagem. “Ela é uma mulher que está sempre arrumada, de salto alto e com tons fortes como o vermelho e o turquesa, que realçam o cabelo e sua pele morena”, explica a figurinista. “Ela é uma mulher de estilo internacional, que passeia por Paris e pela Via Condotti e que, acima de tudo, se sente muito à vontade com a sofisticação. Se tivesse uma amiga famosa, seria Costanza Pascolato, sem dúvida”, afirma Marília. De esposa dedicada com seus vestidos fluidos à executiva de tailleur mais viril, seu figurino marca bem a transição pela qual passará Roberta. Em todos os momentos, joias de pedras grandes e cores vivas, encomendadas e produzidas exclusivamente para a personagem, estarão sempre com ela.

Mulheres do cinema italiano inspiram moradoras de Vila da Mooca

Do outro lado de São Paulo, na Vila da Mooca, está uma das mais características personagens. Nieta (Drica Moraes) é a típica mooquense, que não sai sem seu casaquinho de tricô, seja para o friozinho da manhã ou para o da noite. Sempre de tênis e pochete para facilitar no dia a dia, ela é marcada pela dureza do asfalto. “Fiquei 48 horas na Mooca, comprei várias peças no shopping que existe no bairro. Os moradores da região têm uma forma muito peculiar de se vestir. O subúrbio em São Paulo é menos colorido, mais austero. O rock and roll é a referência e não o samba. Além disso, a influência italiana também é forte. Para este núcleo, usei muito jeans, que é um tecido mais pesado, mais duro, e me inspirei também nas mulheres do cinema italiano, descabeladas, com decotão, bem ibéricas”, explica a figurinista.

Gloria Pires e Drica Moraes como Roberta e Niete

Tony Ramos, galã à moda de Clark Gable e Gary Cooper

Otávio (Tony Ramos) tem figurino bastante particular. “Retrô, eu diria”, explica Marília. A figurinista se inspirou nos atores Clark Gable e Gary Cooper, galãs norte-americanos da década de 40, para marcar o personagem com roupas clássicas e austeras. Tudo nele remete à realeza, dos pullovers de cashmere ao hobby com o brasão da família. Calças e camisas de alfaiataria, ternos de corte reto e sapatos tradicionais enchem as gavetas do personagem.

Tony Ramos como Otávio

Edson Celulari, um executivo relax

Oposto do “engomado” tio, Felipe (Edson Celulari) é mais relaxado. Não sabe como dar nó em gravata, nem se liga se o botão está na casa errada da camisa. Vive com a gravata frouxa, com a calça amarrotada e com o punho da camisa aberto. Para montar o displicente executivo, as referências foram intelectuais e cineastas que costumam não se importar muito com o que vestem. Não por mau gosto e sim por distração. Fora do escritório, Felipe adora moletons e malhas.

Daniel Boaventura, malandro paulistano de sapato bicolor e terno lilás

Mais oposto ainda, o irmão de Nieta e também morador da Mooca, Nenê Stallone (Daniel Boaventura), é a versão paulistana do malandro carioca. O galã de terno branco e sapato bicolor incrementa o núcleo que arrancará gargalhadas do público: “Nenê é mais duro, tem menos gingado que o convencional malandro, mas veste com muita propriedade os ternos retos, grandes em tons de lilás e bege”, brinca Marília. “Ele é uma figura que não existiria na Mooca de verdade e acho que nem mais nos subúrbios do Rio, mas faz parte da liberdade criativa que a novela permite”, explica a figurinista. Veja mais no Ego!

Edson Celulari e Daniel Boaventura como Felipe e Nenê Stallone

 


 
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