Corrente: de Chanel a Herchcovitch

Heloisa Marra
: Heloisa Marra

O que seria da cultura de moda sem seus ícones e fetiches. Idolatrados, derrubados e reinventados, sem eles tudo fica meio sem graça. Show off, dourada, prateada ou colorida, street e esportiva, a corrente está com tudo. Já vem aparecendo desde o ano passado. Recentemente, surgiu nos desfiles Resort 2021 e primavera-verão 2021 da Chanel. Na SPFW 25 anos virou estampa da ALG, que desfilou no primeiro dia do evento.

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À esquerda o colar mistura a clássica corrente com logos da Chanel em diamantes na primavera-verão 2021. À direita, a estampa criada por Alexandre Herchcovitch para a ALG, linha mais acessível da À La Garçonne, dança nas formas amplas de uma coleção super street.

Há 100 anos, mais precisamente nos anos 20, Coco Chanel mudou a forma de se usar joias, inventando as faux bijoux (falsas joias). "Bijoux foram feitas para enfeitar e divertir", afirmou Mademoiselle, que combinava pérolas falsas, metais preciosos como vermeil e bronze, correntes e diamantes no mesmo mix de colares.
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Anos 90, primeira fila dos desfiles da semana de Nova York. Sentadinhos ao lado das editoras de moda, os rappers, com suas correntes de ouro, descobriram as temporadas de moda e vice-versa.

Entrelaçadas com couro, na visão de Virginie Viard, as correntes vêm entrelaçadas com couro, com um toque street roqueiro.

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A Louis Vuitton também acreditou na corrente nas alças das bolsas, que acompanharam um visual em clima de esporte.

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As correntes da ALG lembram as cordas navy feitas para À La Garçonne em agosto de 2017. Herchcovitch lançou a marca ano passado junto com Fábio Souza. Para a semana de moda, surpreendeu redesenhando uma corrente quase cartoon, que estampa não só as parkas mas as alças das bolsas e os tênis.