Aprenda com Mugler a criar na contramão

Como todo bom criador, Thierry Mugler gostava de andar na contramão. Em plena temporada esfuziante do prêt-à-porter dos anos 90,  decidiu passar fazer desfiles mais intimistas. Assisti a um desses shows. Na entrada me surpreendi com o tamanho da sala, bem menor do que as outras, com a passarela crivada de barras de pole dance. Nessas barras, as modelos evoluiam numa hiperfeminilidade performática. Entre elas, Jerry Hall, uma de suas musas favoritas. 

jerryinsetosSua primeira coleção, Café de Paris, lançada em 1973, era o oposto do look fluido e florido hippie, que dominava o momento. Enquanto seus contemporâneos bebiam na cultura de moda dos Swingin London, ele era um apaixonado pela Idade Média, pelo gótico da catedral de Estrasburgo da sua infância, pelos insetos e sobretudo por Hollywood nos áureos tempos.
lucianasilvaRigor de alfaiataria, cintura de vespa, curvas sensuais, ombros arquitetados, a mulher de Thierry tem um glamour provocante, quase perigoso. E foi vivida na passarela e nas campanhas por Jerry Hall, Verushka, Lauren Hutton, Diana Ross,Tippi Hedren e pelas brasileiras Luciana Silva e Betty Lago.
Gisele Bundchen diana ross collection pret a porter spring summer 1991Um dos momentos mais incríveis da carreira de Mugler foi na comemoração dos 20 anos de marca no outono-inverno 1995 com a apresentação de 100 looks. Alguns deles inspirados nos tailleurs dos anos 1940 com cinturas apertadíssimas e pele nas barras. Outros com collants e peças metalizadas prateadas.
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Too funky bustiê Harley DavidsonLibélulas, formigas, borboletas, teias de aranha viram grafismos inéditos nas criações do estilista, que transforma de maneira mágica seu microcosmo numa história épica de fadas, cowgirls e heroínas imbatíveis em matéria de estilo e nas campanhas monumentais de Thierry Mugler.
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